terça-feira, 2 de agosto de 2016

Mundo pós trabalho.

"mundo pós trabalho"
Parece ficção, mas é muito real, robôs e inteligencia artificial básica substituem trabalhadores a cada dia. O que vai acontecer quando o trabalho se tornar escasso?
A tecnologia sempre prometeu diminuir o esforço humano, hoje essa promessa está mais próxima do que nunca de se materializar plenamente.
Em algumas décadas o trabalho humano será desnecessário para a maior parte das atividades de produção. Milhões de desempregados em todas as nações, e não por falta de vontade de trabalhar, mas por falta de trabalho. Não se trata somente de atividades braçais, chefs, médicos, jornalistas, escritores, engenheiros, políticos, juízes e além, todos podem ser substituídos ou auxiliados pela tecnologia. A tecnologia hoje diminui tanto a necessidade de trabalhadores braçais quanto intelectuais.
O que fazer então quando o preço dos produtos e serviços cai exponencialmente e ao mesmo tempo as fontes de renda caem exponencialmente também? Vamos competir até um só estar de pé?
Por mais absurda que possa parecer essa pergunta, precisamos de uma resposta: "o que fazer quando não houver mais trabalho"?
A principal fonte de renda da população mundial é a venda do seu trabalho. Essa é uma realidade passageira, um dia o trabalho humano será muito ineficiente e economicamente desnecessário.
O problema é que o que move a maquina econômica capitalista inteira é o consumo. É impossível consumir sem renda, é impossível pra muitos ter renda sem vender seu trabalho. Tornando os trabalhadores desnecessários e destituindo-os do seu poder de consumo o sistema inteiro entra em colapso.
A única forma de garantir que um "mundo pós trabalho" funcione na perspectiva capitalista é garantir um mínimo de poder de consumo às pessoas. Isso pode ser feito via uma renda mínima de cidadania.
Talvez uma renda mínima de cidadania seja hoje uma ideia absurda, talvez em 15 anos seja uma ideia plausível, mas é muito provável que em algum momento futuro seja simplesmente inexorável.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

As salas de aula que desejo.

É difícil inovar metodologias e atingir novos objetivos sem mudar o espaço onde a aula acontece. Muito infelizmente as salas de aula que estão espalhadas por aí são estáticas, desestimulantes e compõem um retrato de tradicionalismo.

Não quero meus alunos apertados em fileiras numa sala minúscula.
Não quero que minhas aulas sejam definidas pelo espaço onde elas acontecem.
Não quero determinações de lugar e tarefas para prender meus alunos.

Quero espaços abertos, flexíveis, adaptáveis ao conteúdo e à metodologia.
Quero que meus alunos se movam, conversem, troquem idéias, ajam coletivamente.
Quero espaços conectados, que a cada semana tenham um ar diferente.

Esse é o modelinho horrososo de sala de aula que temos hoje:



Essas são as salas de aula que desejo, que os pais desejam, que os alunos desejam: